Que país é esse?
Luiz Alberto M. da Costa
Quantos são os políticos corruptos
E os empreiteiros corruptores?
Os policiais quadrilheiros,
Os estelionatários e estupradores?
Os servidores públicos corrompidos,
Os motoristas embriagados ao volante?
Mães que matam ou jogam filhos no lixo,
Os pequenos, médios e grandes traficantes?
Quantos são os discretos sonegadores,
E os covardes assassinos de aluguel?
Os fraudadores do Bolsa Família
E os que atacam delegacia e quartel?
Os comerciantes de produtos piratas,
E os eternos parasitas do erário?
Os copiadores de discos e livros,
Os caloteiros e os falsários?
Quantos são os grã-finos pilantras
e os moralistas achacadores?
Os doutores criminosos,
Os malandros e seqüestradores?
Os pais que maltratam bebês,
Os que manipulam atestados médicos?
Os fraudadores da Previdência,
Os que dos idosos furtam o crédito?
Quantos são os malfeitores
Travestidos de gente honesta,
Os bandidos, latrocidas e meliantes,
Os assaltantes, ladrões e cafajestes?
Os homens que batem em mulheres,
Os contrabandistas de todos os portes?
Os bárbaros de todas as idades,
Os responsáveis por tantas mortes?
Quantos são os aliciadores de meninas,
Os falsificadores de remédios?
Os golpistas do bilhete premiado,
Os que jogam crianças de prédios?
Os invasores de terras e terrenos
Os vagabundos, malandros e vigaristas?
Os mau caráter e as prostitutas,
Os neonazistas e os neostalinistas?
Quantos são os vândalos e pichadores,
Os chefões do crime organizado,
Que controlam presídios e favelas,
E recebem propina dos dois lados?
Os que transitam em alta velocidade
E reagem com subornos e ofensas,
Aos policiais que os abordam?
Os religiosos sem nenhuma crença?
Quantos são os maus industriais,
Que diminuem pesos e volumes,
Sem reduzir os preços dos produtos,
Dando como resposta, o usual azedume?
Os que arrendam ou vendem lotes,
Em assentamentos da reforma agrária?
E os que cobram função social da terra,
De antigos e legítimos proprietários?
Quando são os covardes saqueadores,
De caminhões e carros acidentados,
Ou de casas e lojas em enchentes,
Sem dó nem piedade dos desabrigados?
Os criadores do mosquito da dengue,
Os cúmplices do mal em silêncio vil?
Os que jogam lixo em parques e praças,
Quantos são, afinal, os maus desse Brasil?
quinta-feira, 21 de maio de 2009
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