quinta-feira, 21 de maio de 2009

Quanto são os maus brasileiros??

Que país é esse?

Luiz Alberto M. da Costa

Quantos são os políticos corruptos
E os empreiteiros corruptores?
Os policiais quadrilheiros,
Os estelionatários e estupradores?

Os servidores públicos corrompidos,
Os motoristas embriagados ao volante?
Mães que matam ou jogam filhos no lixo,
Os pequenos, médios e grandes traficantes?

Quantos são os discretos sonegadores,
E os covardes assassinos de aluguel?
Os fraudadores do Bolsa Família
E os que atacam delegacia e quartel?

Os comerciantes de produtos piratas,
E os eternos parasitas do erário?
Os copiadores de discos e livros,
Os caloteiros e os falsários?

Quantos são os grã-finos pilantras
e os moralistas achacadores?
Os doutores criminosos,
Os malandros e seqüestradores?

Os pais que maltratam bebês,
Os que manipulam atestados médicos?
Os fraudadores da Previdência,
Os que dos idosos furtam o crédito?

Quantos são os malfeitores
Travestidos de gente honesta,
Os bandidos, latrocidas e meliantes,
Os assaltantes, ladrões e cafajestes?

Os homens que batem em mulheres,
Os contrabandistas de todos os portes?
Os bárbaros de todas as idades,
Os responsáveis por tantas mortes?

Quantos são os aliciadores de meninas,
Os falsificadores de remédios?
Os golpistas do bilhete premiado,
Os que jogam crianças de prédios?

Os invasores de terras e terrenos
Os vagabundos, malandros e vigaristas?
Os mau caráter e as prostitutas,
Os neonazistas e os neostalinistas?

Quantos são os vândalos e pichadores,
Os chefões do crime organizado,
Que controlam presídios e favelas,
E recebem propina dos dois lados?

Os que transitam em alta velocidade
E reagem com subornos e ofensas,
Aos policiais que os abordam?
Os religiosos sem nenhuma crença?

Quantos são os maus industriais,
Que diminuem pesos e volumes,
Sem reduzir os preços dos produtos,
Dando como resposta, o usual azedume?

Os que arrendam ou vendem lotes,
Em assentamentos da reforma agrária?
E os que cobram função social da terra,
De antigos e legítimos proprietários?

Quando são os covardes saqueadores,
De caminhões e carros acidentados,
Ou de casas e lojas em enchentes,
Sem dó nem piedade dos desabrigados?

Os criadores do mosquito da dengue,
Os cúmplices do mal em silêncio vil?
Os que jogam lixo em parques e praças,
Quantos são, afinal, os maus desse Brasil?

domingo, 17 de maio de 2009

Porco no Rolete

Porco no rolete!

Luiz Alberto M. da Costa

Rola porco!
Roda sem parar sobre o braseiro,
Este será seu último chiqueiro.
Rola para matar a fome do povo
E todos queiram lhe comer de novo!

Rola porco!
Gira e aquece por dentro e por fora
De leitão vira delícia de porco, já, agora.
Rola, assa a carne, o couro e o recheio.
Ninguém lhe procura exatamente a passeio!

Rola porco!
Roda bonito, gostoso e ligeiro,
Atrai mais gente com o seu cheiro.
Se os que lhe abateram não têm coração,
Alimenta corpo e alma de uma multidão!

Rola porco!
Gira sem modéstia e aproveita o calor,
Acrescenta ao tempero pitadas de amor.
Roda depressa e disfarça a emoção,
De seu criador será hoje a melhor ração!

Rola porco!
Todos querem seu couro bem crocante,
Roda e vê a gula em seus semblantes.
Gira e assa a carne, a pele e a gordura,
Como melhor receita desta bela cultura!

Rola porco!
Em silencio, segue rodando sem parar,
A hora da divisão no prato vai chegar.
E mesmo que sinta intensos calafrios,
Prepara para despedida e muitos elogios!




Rola porco!
Mostra que seu abate não foi em vão
Gira e cumpre outra vez sua missão.
De saciar o paladar com nobre sabor
E engordar a poupança do produtor!

Rola porco!
É preciso satisfazer a todos os presentes.
Do peão humilde ao patrão mais exigente.
Dá muitas voltas e, como o mundo, faz justiça,
Aos que lhe criaram e cuidaram, sem preguiça!

Rola porco!
O abate, o tempero e o rolete são destinos,
De animal bem criado, desde pequenino.
Com alimentação, cuidados e tecnologia,
Pra fazer a maior festa da gastronomia!

Rola porco!
Seu caminho esteve sempre bem traçado,
Até chegar ao rolete, com o corpo temperado.
Roda, gira, assa, doura e brilha sem medo.
Como o melhor prato de porco e de Toledo!

Poema a Toledo

Toledo tem mais!!!

Luiz Alberto M. da Costa

Toledo tem porco no rolete e no chiqueiro,
Grande tradição agrícola e produção animal.
Gente que acorda cedo e trabalha ligeiro,
Para compensar a saudade da terra natal!

Tem talento e dedicação de um povo altaneiro,
A exuberância e as atrações do Lago Municipal.
Progresso harmonioso e bem-estar verdadeiro,
Que até dá impressão de ser uma grande capital!

Tem avenidas largas, modernas e iluminadas.
Praças bem cuidadas e muitos parque ambientais.
Sobrados e casas bonitas, em ruas arborizadas!

Tem qualidade de vida, mas busca sempre mais.
É a capital do trabalho, com educação valorizada.
Por isso os que aqui chegam, não querem sair jamais!

Cultura toledana 1

A revolução silenciosa do conhecimento e do questionamento

* Luiz Alberto M. da Costa

Embora nem todos percebam, por desatenção ou qualquer outra razão, está em andamento uma revolução silenciosa e irreversível em Toledo. É a revolução do conhecimento, das artes, da contemplação, da sensibilidade e dos questionamentos.
A participação de mais de 50 inscritos em Oficina Literária, realizada na Biblioteca Municipal, entre 23 e 27 de julho de 2007, foi mais uma evidência dessa transformação dos meios culturais e da massa crítica da cidade.
A mudança acontece sem alarde, desapercebida da maioria da população, porque essa é uma característica da intelectualidade e da cultura. Barulheira, gritaria e egocentrismo são alguns dos sintomas mais visíveis da ignorância.
Ministradas pelas professoras Sandra Nogueira e Edy Braun, as atividades da oficina abordaram os mais diversos ramos da literatura, da odisséia ao soneto, passando pelo romance, conto, crônica, prosa e poesia.
A iniciativa foi conjunta da Biblioteca Municipal e campus local da Unioeste, com certificado de aproveitamento aos participantes. A coordenação coube à diretora da Biblioteca, Nancy Futagami, e à professora Ermínia Machiavelli.
Os inscritos eram em sua grande maioria professores dos três níveis de ensino, o que significa que o crescimento cultural da cidade está nascendo das bases, através da educação.
Os pontos altos do evento não se restringiram ao aprendizado, número e atenção dos participantes, considerando sua pequena divulgação - numa única oportunidade e em único programa de rádio de final da tarde, quando o veículo é esmagado pela audiência maciça da televisão.
Ao final da oficina, na noite de 27 de julho, foi dada largada para concretização de alguns dos maiores sonhos de intelectuais toledanos. A partir deste mês de agosto, poetas, escritores e apreciadores da literatura, irão reunir-se na última segunda-feira de cada mês, na Biblioteca Municipal.
O objetivo é confraternizar, usufruir do prazer de ler e escrever e debater a constituição do Clube de Poesia, formalizada no dia 27 de agosto, e da Academia de Letras de Toledo. Os idealizadores já falam em concurso e varal de poesia para este final de ano, publicação de livros e outras iniciativas, visando a difusão da cultura toledana e valorização de talentos locais.
Com relação à organização de classe, Toledo, a outrora capital da cultura do Oeste do Paraná, foi superada por Cascavel e Foz do Iguaçu. A professora e artista plástica Edy Braun, por sinal, ajudou a fundar a Academia de Letras de Cascavel e prometeu liderar a mobilização pela entidade toledana.
A entidade pode também servir para homenagear o saudoso advogado, historiador e ex-prefeito de Toledo, Wilson Carlos Kuhn, falecido em 28 de julho daquele ano.
Como construtor da 1ª Casa da Cultura do Paraná e criador do hoje acéfalo Conselho Municipal de Cultura, bem que mereceria denominar ou ser o patrono da Academia de Letras de Toledo.
A grande participação na Oficina Literária, no mais amplo sentido da palavra, veio reforçar tese da expansão e diversificação das atividades lúdicas na cidade.
Outro exemplo do fenômeno está na multiplicação de lojas voltadas às artes plásticas e ao artesanato na cidade, com comercialização de material e oferta de cursos ao longo da semana.
Deve ser saudada da mesma forma iniciativa de instalação de café na Avenida Maripá, com espaço destinado às exposições artísticas, oferecendo alimentos ao corpo e à alma de seus freqüentadores.
Estes estabelecimentos, especialmente os que unem café e livraria, são muito comuns na Argentina e começam a multiplicar-se em São Paulo e outros grandes centros urbanos brasileiros.
Na verdade, são espaços culturais que prezam pela praticidade e simplicidade, pois o cliente entra, senta, pede um café e pode manusear livros à vontade.
Tudo isso, sem falar em extensas e vistosas vitrines externas, exclusivamente para exibição de livros, de diversas livrarias de Toledo, que até pouco tempo vendiam de tudo, menos literatura.
Na Universidade Aberta à Terceira Idade (Unati), do campus da Unioeste, a oficina semanal de pintura e poesia, comandada pela professora Edy Braun, é uma das mais animadas e pintores renomados e novatos já falam na implantação de ateliê comunitário na cidade, para produção e exposição conjunta de seus trabalhos.
Essa evolução, salvo melhor juízo, é fruto da condição de centro universitário, consolidada por Toledo. Com pouco mais de 100 mil habitantes, a cidade conta com cinco instituições de ensino superior, das quais duas públicas.
São seis campi, com 40 cursos de graduação, diversos cursos de pós-graduação, especialização e mestrado e cerca de oito mil acadêmicos, além de diversas extensões de outras universidades e faculdades.
Como o ensino universitário promove o debate e desperta o senso crítico entre a comunidade acadêmica e cada universitário motiva discussões em seu grupo social, como familiares, amigos e colegas de trabalho, a mudança de mentalidade da população pode ser ainda mais profunda.
Afinal, além do incentivo acadêmico ao questionamento de ações e discursos, há ainda a avalanche de informações que chega à população, através dos meios de comunicação, lhes oferecendo referências para avaliação de propostas e manifestações locais.
É a revolução silenciosa, da era do conhecimento, da internet e do crescimento da massa crítica, que pode surpreender aos desatentos, muito antes que possam imaginar.

* O autor é jornalista, poeta e escritor.
E-mail: costaassessoria@adslcertto.com.br

História de Toledo

Pequeno histórico de Toledo:

Agroindústria de Toledo e do Oeste nasceu com projeto de colonização

* Luiz Alberto M. da Costa

O território de Toledo e região, até Laranjeiras do Sul, pertenceu ao Paraguai até 1870 e inicialmente era explorado por catadores de erva-mate do país vizinho. Com a tomada do atual Extremo-Oeste do Paraná pelo Império Brasileiro, na Guerra do Paraguai, a região foi anexada.
Acabou, depois, sendo entregue aos ingleses em pagamento pela construção da ferrovia Sorocaba (SP) - Viamão (RS). Passou então a chamar-se Fazenda Britânia.
Em seguida, a área que abrange Toledo, Marechal Cândido Rondon e outros municípios próximos foi vendida à empresa Mate Laranjeiras, da Argentina. Ela passou a explorar a erva-mate e madeiras nobres da floresta que cobria o território, como araucária e cedro.
Os troncos eram amarrados e formavam grandes balsas para serem levados a Buenos Aires. Desciam através dos Rios Paraná e da Plata, a partir do Porto Britânia, no hoje município de Pato Bragado, abaixo das Sete Quedas.
Gaúchos de Porto Alegre criaram a Colonizadora Maripá nos anos 40 e adquiriram o território, com a finalidade de ocupar definitivamente a região. A iniciativa privada desenvolveu um arrojado e muito bem planejado projeto de reforma agrária.
Para começar, toda a área foi dividida em lotes de 10 e 20 alqueires ou de 24 e 48 hectares. Como não admitia a venda de mais de um lote por agricultor, impediu a formação de latifúndios na região.
Os candidatos foram selecionados no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, dando-se preferência a descendentes de imigrantes italianos e alemães.
A escolha não se deu por acaso, pois eles herdavam conhecimentos do continente europeu, em termos de tecnologia agrícola, diversificação da produção, consorciação da lavoura à pecuária e processo de agroindustrialização.
A primeira caravana de colonizadores chegou a Toledo em 27 de março de 1946, depois de um mês de viagem, abrindo picadas na mata fechada, desde São Marcos, na Serra Gaúcha.
O grupo acampou nas margens do Rio Toledo, que recebeu este nome, a exemplo da cidade, porque naquele local morava um espanhol conhecido por Toledo e que abrigava os viajantes.
O forte da colonização se estendeu até os anos 50, com o município sendo criado em 14 de novembro de 1951. A instalação oficial ou emancipação formal, com posse dos primeiros prefeito e vereadores, ocorreu em 14 de dezembro de 1952, juntamente com Cascavel, Francisco Beltrão e outras cidades do Oeste, Sudoeste e Centro-Oeste do Paraná.
Graças à seleção inicial dos colonizadores, foi viabilizada uma agropecuária forte e diversificada no município e região.
Os agricultores já dominavam a moderna tecnologia da mecanização agrícola e tinham tradição na criação de suínos, aves e gado leiteiro, viabilizando a implantação da agroindústria que fez o progresso de Toledo e do Oeste do Paraná.


* O autor é jornalista, poeta e escrito.
E-mail: costaassessoria@adslcertto.com.br
Toledo, PR, 12-12-06

Porcolândia

Corrida do Porco na Porcolândia

* Luiz Alberto M. da Costa

A Corrida do Porco, aquela mesma inventada e patenteada por Medianeira, finalmente chegou à Porcolândia. Aconteceu no tempo em que os bichos falavam e deu a maior confusão.
Desde muito antes da competição propriamente dita. Dela participaram atletas e torcedores de grupos ou clãs mais que conhecidos.
Lá estavam os Landrace, Large-Wite, Duroc, Piau, Macau, híbridos, cruzados e remanescentes de varas de Porco-Preto, Porco-Banha, Javalis, Queixadas e Tatetos.
Os primeiros conflitos surgiram já na inscrição dos competidores. Os que levavam a sério a teoria de que carreira se ganha no atar, queriam esconder os parelheiros ou, pelo menos, suas reais condições físicas e atléticas.
Diante da falta de perspectivas de sucesso e riscos de vexame, por razões óbvias, a turma do Porco-Banha logo desistiu.
Ficaram os que tinham alguma confiança na vitória, convictos da capacidade de surpreender de seus atletas e os que contavam com a sorte de chegar na frente, na eventualidade de um algum acidente com adversários.
No início, todos alimentavam a esperança de vencer e apostavam alto nos cascos de seus porcos.
Novas grandes brigas aconteceram no grupo dos híbridos, que reuniam aptidões e, também, defeitos e contradições de diversas raças misturadas, após inúmeras cruzas.
Seus integrantes diziam que se tratava do melhor da genética moderna, mas entre os rivais a técnica ensejava comentários pouco lisonjeiros.
Os sem-raça definida eram gozados e até chamados de vira-latas da pocilga, embora nada tivessem com cachorros sem-dono. Devido às diferenças internas, seus grupos pareciam sacos de gatos.
Os bichos tinham peles multicores, com marcas de todas as ascendências. Era difícil defini-los como os demais porcos da época, mas alegavam que cruzamentos lhes garantiam soma de qualidades de raças diferentes.
No esforço para ganhar a carreira a qualquer custo, os híbridos usaram animal criado em chiqueiro alheio. Abertas as apostas, os adversários os acusaram de violar normas da competição, alegando que o porco inscrito era uma fraude.
O bicho, porém, foi apresentado como animal importado, coisa nova, embora fosse manjado no plantel. Além disso, tinha fama de encrenqueiro e mau caráter.
O principal concorrente era o representante das ditas raças puras que, segundo os fofoqueiros de plantão, igualmente teria nascido em chiqueiro estranho.
Sob os pêlos brancos estariam manchas escuras denunciando a verdadeira origem, mas tinha o aval dos donos da genética. Era o favorito, considerando o predomínio do lote sobre o rebanho.
Os outros eram porcos de menor representatividade. Um fuçava demais para o gosto da platéia, outro arrotava ração que absolutamente não comia e um terceiro adotou a estratégia de bancar o leitão caído do caminhão, para conquistar simpatia dos independentes e sensibilizar os corações mais generosos.
Chegou o dia da competição, que dispensava etapas classificatórias.
Tudo começava a terminava na final. Qualquer erro ou vacilo seria fatal. As torcidas faziam a barulheira que podiam.
Dada a largada, houve algumas hesitações, mas logo os porcos dispararam pela pista e o resultado, mais uma vez, não teve zebra. Nem podia. Era mais uma carreira de porco.
Mágica, como se sabe, só existe em loja especializada. Desde que inventaram a máquina fotográfica e a filmadora não houve novos milagres ou aparições. Outras histórias da Porcolândia, a gente conta na hora oportuna.

* O autor é jornalista, poeta e escritor em Toledo.
E-mail: costaassessoria@adslcertto.com.br

Amor por Toledo

Por que amo tanto Toledo!

* Luiz Alberto M. da Costa

O amor é único. A amada é sempre insubstituível e incomparável. Seja uma mulher ou uma cidade. Mais ainda quando amamos o que idealizamos há muito tempo e nosso amor é correspondido. Não importa se tenha 15, 30, 40 ou 56 anos de idade.
Assim é Toledo para quem ama a cidade. Em quem amamos de verdade, não vemos defeitos. Amor não se explica e nem se justifica, mas é bom falar de quem ou do que amamos. Faz bem aos sentimentos e à alma.
Alimenta a paixão e faz com que cresça mais ainda. Não fosse assim não existiria a poesia. Falar ou lembrar de quem amamos é também amar. Se possível, todos os dias, com as palavras certas, mais doces e sonoras para relatar o que sentimos e descrever a quem amamos.
Da mulher amada, falamos de cabelos macios, pele aveludada, voz suave, do perfume, do olhar, do abraço, do corpo, do beijo, da saudade e tudo mais que o amor inspira e motiva.
De Toledo também temos tantas ou mais coisas bonitas e marcantes para falar. Começando pela paisagem apaixonante do Parque Ecológico Diva Paim Barth, adornada por muitas atrações e animada por gente bonita e alegre.
A integração do lago municipal com a cidade e seu povo, de manhã, à tarde ou à noite, expressa identidade única. Nem Curitiba com seus tantos e belos parque oferece visão tão acolhedora.
Somente Gramado, na Serra Gaúcha, possui algo parecido, o Lago Negro, igualmente central e bonito, mas só uma de suas margens está aberta à cidade.
De qualquer ponto ao seu redor, dá gosto e orgulho admirar nosso lago municipal. Faz bem ao corpo e ao espírito parar um momento, ficar em silêncio e tentar lembrar onde já viu paisagem tão espetacular e familiar.
Não há nada parecido registrado em nossa memória, com certeza, por mais viajados que sejamos.
São idosos caminhando com calma, com a paciência que só a idade propicia. Jovens vestindo roupas coloridas, andando apressados, correndo e se exercitando. Outros namorando, conversando, comendo cachorro-quente.
Crianças sentadas na grama. Adultos tomando chimarrão em cadeiras de praia. Em toda essa gente, coisas em comum, como rostos alegres, brilho no olhar e visível sensação de bem-estar.
Isso só existe, assim de forma generalizada, onde as pessoas realmente se sentem bem, entre amigos e em casa, integradas ao ambiente e à paisagem.
A propósito, que outro shopping-center da região deu tão certo como o nosso Panambi? É que só ele está em Toledo e no lago municipal. Isso tudo sem falar em Aquário Municipal e Parque das Aves.
Assim como a mulher amada, Toledo se torna mais linda e mais especial a cada dia. Quem não se entusiasma com a imagem de cidade de 1º mundo da Avenida Parigot de Souza revitalizada?
Há muitas cidades planejadas na região, todas com ruas e avenidas largas e retas, algumas agora também com lagos, mas, com todo o respeito, nenhuma se compara a Toledo. Nós somos diferentes e melhores.
Somos o maior produtor agropecuário do Sul do País, a 10ª maior economia do Paraná, um dos maiores índices de emprego formal do Estado, temos qualidade de vida e nossa renda per capita é uma das mais expressivas do Brasil.
Ainda assim, nos preocupamos em implantar restaurantes populares para oferecer alimentação saudável e balanceada aos trabalhadores por apenas R$ 1,50 a refeição.
Cidades universitárias há muitas, mas só nós temos a descontração, a alegria e a agitação saudável das turminhas de estudantes em lanchonetes e barzinhos próximos aos campi, dando um tempo às aulas da Fasul, PUCPR, Unipar, UTFPR e Unioeste.
Logo, logo, teremos também o campus próprio da UTFPR. Aliás, nessa conquista repetimos a façanha da vitória na disputa pelo campus da PUCPR, para nossa satisfação e despeito de vizinhos.
E nosso Teatro Municipal? Quem tem ambiente climatizado e suntuoso igual para exibir sua cultura? O mesmo ocorre com nosso Centro de Eventos e Convenções Ismael Sperafico, nossos antigos e novos acessos.
A propósito, uma dica: sair no clarear do dia em direção a Cascavel, na rodovia duplicada, ou Marechal Cândido Rondon, em outra bonita estrada, e admirar a nossa paisagem rural. É deslumbrante.
E a nossa Festa Nacional do Porco Assado no Rolete e tantos outros eventos gastronômicos, nossos suínos, nossos frangos, nossas grandes e pequenas indústrias, nosso Paço Municipal, nossas meninas da GR, nossa Catedral Cristo Rei, nossos pesque-pague, nossa hospitalidade, quem tem algo equivalente? Ninguém, é claro.
Por essas e tantas outras, é que Toledo é cidade única. Em coração apaixonado, como sabemos, não há espaço para dois amores.

* O autor é jornalista, escritor e poeta toledano.
E-mail: costaassessoria@adslcertto.com.br